A descoberta do velho mundo novo
Tenho pensado na preguiça. Um dos sete pecados capitais da vida. E eu sou preguiçosa. Tenho preguiça de pensar, de movimentar, de querer (nem sempre). Tenho pensando nos livros que li, penso em relê-los, ver uma nova proposta em seus escritos. Pensado em ouvir as músicas todas novamente, não apenas escutá-las. Porque o antigo vira novo, de novo. E é tão bom. Descobertas de coisas que por medo ou preguiça, não busquei, não fui atrás e que pensando bem, não fazem tanta diferença assim, será? Quero pagar para ver, simples assim.
Porque a vida é movimento pleno e se pararmos, ela se perde. Esses dias tenho organizado documentos digitais e em papéis. Faz um bem tão grande à alma! Limpa, organiza idéias e dá uma leveza. E parando para pensar, concluo tamanho descaso o meu. Nunca li A Divina Comédia, nunca pesquisei sobre filosofia, embora goste, nunca me dediquei à música saber a fundo sobre rock e então me deparo com essa tamanha falta de "interesse", embora meu interesse cresça ferozmente dentro de mim. Preguiça. Porque é sempre assim, quando algo está no auge, eu viro as costas, nem ligo, não ouço e coloco em dúvida ser ou não bom. Sempre fui assim. Quando a Legião Urbana estourava eu virava a cara, depois de Renato morreu - bem depois - eu compro os cd´s do grupo para ver o que "era feito de vera". Então você me pergunta: e aí? eu respondo: hummm, posso viver muito bem sem, meio (muito) chato, mas o que vale é o conhecimento, não é assim? então, valeu. Sei agora do que falo. Amy Whinehouse - sim, a menina louca com nome que me lembra geladeira - não conheço seus sucessos, a não ser aqueles "pops", mas eu me conheço, futuramente - daqui há pouco - vou eu conhecer a discografia completa, só para ter opinião sobre o assunto, amar ou odiar. Esse meu descaso com o que está acontecendo no momento, sempre me intrigou, nunca achei resposta.
Em alguns momentos você é tida como inteligente, eu sinceramente, inteligência para mim é estar antenada com o mundo e eu nunca fui muito disso, ando na estrada contrária, não forço ser o que não dá para ser. Rio de tal barbaridade. Quando li "O Mundo de Sofia" ele já tinha saído do auge, anos depois eu abro e mexo em suas páginas e com a minha inteligência tão grande, chego na última página e percebo que não entendi seu final. Ah sim, essa sou eu. Muito prazer. Porque nunca me interessou ser cdf, cult ou estar por dentro de tudo. Mas é bom, tenho que concordar. E vez ou outra eu me sinto meio "peixe-fora-d´água" quando vem alguns assuntos que eu não domino, aliás, alguns? Bondade minha. o que eu sei é que sempre vou atrás do que se foi, ou do que está sendo. Eu e o tal "conhecimento" damos as mãos de vez em quando e seguimos, juntos ou separados, mas sempre em frente...
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