Numa época que a rede social está tão em alta, eu sinto falta dos blogs.
Lá se vão 10 anos de escritos, de quando eu comecei a palpitar sobre as coisas e colocava a cara a tapa para quem quisesse ler.
Há 10 anos começava uma rede de amigos virtuais e dentre eles alguns se tornariam reais, mesmo sendo tão reais já,em suas letras.
Existem algumas amizades que mesmo não conhecendo ao vivo, o carinho está ali, escancarado, como se nos conhecessemos há milenios, mas olha, faz apenas uma década.
Um dia desses, na verdade isso me acompanha há alguns anos, eu sempre me lembrava de uma pessoinha que tive um contato rápido, foi empatia na hora e trocamos telefone, eu liguei e ela ligou algumas vezes. Era um tempo de sonhos, de "o que vamos fazer da vida" e ao mesmo tempo, certos problemas tão maduros ali, brigando para ficarem fortes, lembra? Eu me lembro da sua vontade de ser feliz, da sua luta. E eu pensava: "caramba, ela vai e não quer nem saber...".
E durante alguns anos, eu queria saber de você, um dia desses me peguei pensando sobre como você estaria. Acho que aquela coisa de "chamar alguém em pensamento".
Tati, minha amiga de uma década, que bom que você está de volta, aliás, que bom você nunca ter ido embora e ainda, ter se lembrado de mim.
Que venham mais décadas. Que a gente possa se ler, se conhecer pessoalmente e ser feliz, ainda mais.
5 comentários:
Querida Kel, as coisas só vão mudando de forma. Passam de rádio-amador pra blogs, daí viram orkut e se tornam twitter, facebook. Mas são exatamente iguais, falam sempre sobre a gente querendo chamar atenção sobre si.
O nosso velho truque de passar a vida tentando dizer: me olhe, me escolha.
Me ame.
Verdade, Jôka... verdade mesmo! falou tudo agora!
nós nossa teimosia em querer ser querido! Um beijo, louro preferido!
A felicidade de ter alguém por perto, “perto” é uma coisa imensurável. Não sei bem. Sei que vale a pena viver. Tanto tempo depois, faculdade conquistada, duas pós, um quase inicio de mestrado, além claro do câncer vencido e outro que veio, e mais outro, que nesta guerra eu ando ganhando. O melhor presente de aniversário foram suas palavras. Sempre quando chega perto dessa data, fico aflita, os patriarcas de minha família escolheram para morrer próximo ao meu aniversário, já se foram três. Se fico triste? Deveria... mas me sinto agraciada, talvez seja tanto amor, que ficam ou se vão bem proximo da minha lembrança anual de que o tempo passa. E passa mesmo né? Raquel. É especial isso, viver como diria o Caio Fernando de Abreu: “num lampejo de otimismo, chegou a dizer que o que importa é a vida. Precisamos suportar. E beija-la (a vida) na boca. A vida grita, a luta continua” por isso esses meus olhos serão assim sempre infantis... alegres ternos, cheios de paz. Obrigada Raquel por ter permanecido aqui.
Te conheci aqui e aprendi comer salada na sua casa!! hahahaha
Conheci o amor da minha vida num blog, assim como você, e o tempo vai passando e as histórias vão se repetindo e a gente continua torcendo por essas pessoas, que nos conquistaram por seus escritos...
Seu blog é minha paixão! Visite meu blog e escreva um comentário também:
http://questoesdefutebol.blogspot.com/
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